" DOM PEDRO DO MARANHÃO, LINDA TERRA DOS COCAIS: POVO AMIGO E HOSPITALEIRO "
Até o ano de 1915, o conjunto de terras que hoje constitui o município de DOM PEDRO era apenas uma área isolada, inculta e quase desabitada de Codó. Conhecido primitivamente como MATA DO NASCIMENTO, denominação inspirada na natureza da região e na figura de seu primeiro povoador, o lavrador Manoel Nascimento, Dom Pedro tornou-se município pela Lei Nº 815, de 9 de dezembro de 1952. "Localize abaixo: história, hino, notícias, fotos, comentários, sobre nossa cidade"
2.10.11
Capturado envolvido em roubo de carga do Mateus
10.9.11
CONTRATOS DA PREFEITURA DE DOM PEDRO EM 2011 - URBANIZAÇÃO DO AÇUDE LOURENÇÃO
COMENTÁRIO DO R. GARRONE:
Resp. esse daí é um dos extratos de contratos com a A.M. Vasconcelos. Veja você mesmo ! EXTRATO DO CONTRATO. CONTRATO No 019.B/2011 – Pre- gão Presencial. CONTRATANTE: Prefeitura Municipal de Dom Pedro – MA. CONTRATADO: A. M. Vasconcelos. OBJETO: Fornecimen- to de combustíveis (gasolina comum, óleo diesel e álcool) destinados ao abastecimento da frota de veículos utilizados na Secretaria Municipal de Saúde. PRAZO: INÍCIO: 13/01/2011. TÉRMINO: 31/12/2011. VALOR: R$ 349.620,00 (trezentos e quarenta e nove mil, seiscen- tos e vinte reais). REGÊNCIA: Lei no 8.666/93 e 10.520/02. E suas alterações. SIGNATÁRIO: MARIA ARLENE BARROS COSTA – Prefeita Municipal, pelo Contratante e A. M. Vasconce- los, por seu representante legal Sra. ANTONIO MENDES VAS- CONCELOS, CPF No 799.528.793-34, pela Contrata. DATA DA ASSINATURA: 13 de janeiro de 2011. Publique-se. MARIA ARLENE BARROS COSTA -Prefeita Municipal
9.3.11
Polícia recupera em Dom Pedro- MA 100 quilos de explosivos roubados
Todo o material furtado – cerca de 100 quilos de explosivos e mais 200 espoletas – foram recuperados. Segundo a polícia, a dupla preparava a venda do material a quadrilhas especializadas em assalto a banco no Nordeste. Eles foram transferidos a Penitenciária de Pedrinhas e devem responder por furto e formação de quadrilha.
A prisão e apreensões foram fruto da Operação Nitroglicerina, deflagrada pelo Departamento de Combate a Crimes contra Instituições Financeiras da Delegacia Especial de Investigação Criminal (Decrif/Deic) há quatro meses. Outros membros da quadrilha já foram todos identificados e podem ser presos a qualquer momento.
A polícia não informou quantos membros do grupo permanecem foragidos. Para prender os acusados os agentes se infiltraram no bando e estudaram a movimentação até chegar aos culpados. Outra prioridade da polícia era recuperar os explosivos. “Conseguimos desarticular a quadrilha e encontrar todo o equipamento roubado. Com esta ação evitamos que outras agências viessem a ser assaltadas”, destacou o secretário da SSP, Aluísio Mendes.
Foram presos Higgo Pereira da Silva, 32 anos. Ele é natural de Pedreiras, mas residia em Joselândia. Pesam sobre Higgo vários processos por roubo, inclusive a bancos. Segundo a polícia, Higgo teve participação no assalto à agência do Banco do Brasil de São Domingos do Maranhão, em janeiro último. Na investida a quadrilha fez uso de explosivos e deixou o local completamente destruído conseguindo fugir levando o dinheiro. Higgo possui um mandado de prisão preventiva expedido pela comarca de Santo Antônio dos Lopes por roubo a agência do Banco do Brasil daquele município em abril de 2009. Em depoimento à polícia ele confessou ter participado diretamente do furto aos explosivos. Após monitorar a empresa e a movimentação de funcionários por alguns dias, o acusado constatou a deficiência na segurança.
Durante uma noite inteira esteve de tocaia na área de matagal e, após, encerradas as atividades, Higgo adentrou o local e encontrou os explosivos. A quadrilha furtou durante a madrugada, quatro caixas de 25 quilos cada. O outro detido, Antônio Fernando Ferreira, o “Baixote”, 30 anos, foi flagrado com os explosivos em sua casa, no município de Dom Pedro.
Material roubado podia explodir
O material estava mal acondicionado em um depósito localizado em uma chácara de propriedade do acusado, no povoado Centro do Estevinho, em Dom Pedro. Segundo a polícia, nas condições em que se encontrava, o explosivo estava sob risco de detonamento. “Baixote” já esteve preso quatro vezes – duas por assalto a banco e outras duas por roubo a carga. Há contra ele um mandado de prisão em flagrante por formação de quadrilha. A dupla estaria em contato com quadrilhas de roubo a banco que costumam utilizar explosivos. O material seria negociado nos próximos dias, segundo a polícia. Há suspeita de que a quadrilha da qual a dupla faz parte tenha ligação com o bando interestadual que assaltou uma agência na cidade de Icó, distante a 375 km da cidade de Fortaleza (CE), no último dia 2. A prisão da referida quadrilha foi realizada pela Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Publica e Defesa Social (Coin) do Ceará e agentes da Delegacia de Narcóticos (Denarc), a partir de informações repassadas pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) do Maranhão.
4.8.10
DOM PEDRO-MA: 'Dinastia Costa' domina cidade pobre e atrasada dos Cocais.
Quando o mandato da atual gestora Arlene Costa terminar, em 2012, quatro integrantes da família Costa terão sentado na cadeira de prefeito durante nada menos que 26 anos
Atuais práticas políticas do lugar - antiga Mata do Nascimento -, não diferem muito daquelas do tempo em que o lendário Manoel Bernardino era um dos poucos a enfrentar a prepotência dos coronéis
POR OSWALDO VIVIANI
Lugar que abriga uma legião de excluídos sociais de mais de 11 mil pessoas, segundo o Mapa da Exclusão Social no Brasil (José Lemos, 2008), o município de Dom Pedro, a 324 quilômetros de São Luís, vive uma realidade política comum a quase todos os municípios do centro maranhense (região dos Cocais): é dominado há vários anos por uma dinastia familiar. Esse neocoronelismo – versão moderna, mas não menos nefasta, do sistema político que floresceu no Brasil nas décadas de 1910 a 1950, quando os fazendeiros ricos impunham à maioria do povo suas próprias leis – é representado em Dom Pedro pelo clã Costa.
Quando o mandato da atual gestora Maria Arlene Barros Costa (PDT) terminar, em 2012, quatro integrantes da família terão sentado na cadeira de prefeito durante nada menos que 26 anos – isso desde a primeira eleição municipal, em 1952, em que saiu vitorioso justamente um Costa, Ananias de Morais Costa, que administrou Dom Pedro de 1953 a 1956.
O clã voltaria a ocupar o poder municipal em 1983, com a eleição, no ano anterior, de Alfredo Falcão Costa, marido da atual prefeita. Ele foi prefeito por seis anos (até 1988).
Nas eleições de 1992, o odontólogo José de Ribamar Costa Filho (primo de Alfredo Costa) saiu vencedor. Administrou Dom Pedro de 1993 a 1996 (quatro anos).
Ribamar voltou à Prefeitura em 2000 e foi reeleito em 2004. Foram oito anos no poder: 2001 a 2008. Arlene Costa o sucedeu, assumindo o cargo de prefeita em 2009.
Atualmente, os Costa também marcam presença nos cargos de primeiro escalão do Executivo Municipal. Eduardo Barros Costa, filho de Alfredo e Arlene, é citado pela oposição como tão influente quanto os pais na administração do município. É dono da empresa Imperador Empreendimentos, que possui caçambas que prestam serviços diversos.
Rômulo Costa, outro filho do casal, é secretário de Administração e Finanças. Cíntia Costa, filha, é secretária da Saúde.
E ainda não acabou. Eridan Dias Costa, mulher do ex-prefeito Ribamar Filho, ganhou o cargo de secretária de Assistência Social. Já sua irmã, Ivânia Dias Falcão, é secretária de Educação.
Atraso político e social – O JP na Estrada esteve em Dom Pedro em meados deste mês e constatou que as atuais práticas políticas no município que já teve o nome de Mata do Nascimento não diferem muito daquelas do tempo em que o lendário camponês Manoel Bernardino era um dos poucos a ter coragem de enfrentar a prepotência dos coronéis locais. Estes viviam nababescamente em Codó enquanto a população pobre da região passava as piores privações.
O “voto de cabresto” e a compra de votos, por exemplo, ainda são comuns nos povoados – quase todos paupérrimos e carentes de tudo – do município.

Nesses lugares esquecidos, só se vota em quem paga ou naquele que o poderoso de plantão mandar. Nada diferente da época em que o coronel Sebastião Archer da Silva, de Codó, fazia e desfazia na Mata do Nascimento, lá pelo fim da década de 1940. “Se o coronel Archer apresentasse um sabugo de milho pro povo votar, o sabugo seria eleito”, disse uma das mais antigas moradoras de Dom Pedro ao JP na Estrada.
Recorde de ociosidade – Outra característica do neocoronelismo dom-pedrense está presente na postura dos atuais vereadores do município. Empregados dos cidadãos, eles recusam-se a dar satisfações a seus patrões sobre sua produção, ou melhor, a falta de.
Um levantamento paralelo de movimentos da sociedade civil de Dom Pedro apurou que oito dos nove vereadores do município não apresentaram sequer um único projeto no ano e meio já passado da atual legislatura, o que provavelmente é um recorde nacional de ociosidade.
Frequentar a Câmara Municipal nos dias de sessão – terças e sextas-feiras – também não é com os edis dom-pedrenses. “Um dos vereadores eleitos em 2008, irmão do vice-prefeito, só foi à Câmara Municipal no dia da posse”, revelou Walbert Batista de Carvalho Filho (PTB), o “Dr. Walbert”, único vereador a apresentar projetos nessa legislatura – 22 ao todo.
‘Casa do Povo’ de portas fechadas – O pior é que a Câmara, que deveria ser a “Casa do Povo”, fechou as portas para os cidadãos dom-pedrenses: a população está proibida de entrar no recinto.
Não se sabe de quem partiu a ordem surreal, mas ela é cumprida com extremo zelo pela secretária da Casa, Conceição Vieira, que teria chamado de “vagabundos” e “desocupados” os integrantes de pastorais sociais, sindicatos e igrejas evangélicas e católicas que se manifestaram diante da Câmara, em abril, protestando pacificamente contra a inoperância dos vereadores.
A proibição indignou até o delegado de polícia da cidade, Otávio Cavalcante Chaves Filho, que enviou uma carta ao promotor da Comarca, José Jaílton Andrade Cardoso, relatando os fatos e confirmando a ausência rotineira dos vereadores.
O delegado disse ao JP na Estrada que até um investigador teve sua entrada na Câmara vetada pela “guardiã” Conceição Vieira. “Os vereadores já fizeram um acordo entre eles para não comparecerem na Câmara às terças, como estabelece a lei orgânica do município, mas não aparecem também nas sextas”, contou o delegado. O JP na Estrada apurou que nos dois meses que antecederam o recesso de julho – maio e junho –, aconteceu apenas uma reunião na Câmara de Dom Pedro.
Cidade abandonada – Vereadores que nada fazem contrastam com um município em que há muito que fazer. Ruas esburacadas, nas quais corre esgoto a céu aberto; população vivendo em condições sub-humanas na periferia (Vila Ribamar 1 e 2) e no maior povoado (Triângulo); comercialização de carne de animais abatidos num matadouro em situação precária de higiene; coleta de lixo irregular; lixão sem as mínimas condições sanitárias; obras iniciadas e depois abandonadas; mau atendimento na Saúde etc. etc.
São problemas cuja solução é um direito elementar da cidadania, mas que em Dom Pedro hoje parece depender do resgate de um princípio básico da democracia: a alternância de poder.
Saiba MAIS
Dom Pedro tornou-se município pela Lei Estadual nº 815, de 9 de dezembro de 1952. A instalação oficial do novo município deu-se no dia 1º de janeiro de 1953. Antes, Dom Pedro era povoado de Codó.
Gentílico: dom-pedrense
População: 21.479 (Censo IBGE de 2007)
Total de recursos federais recebidos pelo município em 2009 e 2010: R$ 30,5 milhões
Total recebido do FPM (2009/2010): R$ 8,9 milhões
Total recebido do Fundeb (2009/2010): R$ 9,7 milhões
Prefeita: Maria Arlene Barros Costa (PDT), 56 anos, contadora, Ensino Médio completo, natural de Passagem Franca (Maranhão)
Valor dos bens da prefeita declarados à Justiça Eleitoral: R$ 150 mil (veja detalhes abaixo)
Vice-prefeito: Antonio Cloves Lima de Sousa, o "Cloves Bezerra" (PR), 49 anos, empresário, Ensino Médio completo, natural de Dom Pedro
Valor dos bens do vice-prefeito declarados à Justiça Eleitoral: R$ 470 mil (veja detalhes abaixo).
link:
http://www.jornalpequeno.com.br/2010/8/1/dinastia-costa-domina-cidade-pobre-e-atrasada-dos-cocais-126538.htm
MUNICÍPIO TEVE NOVE PREFEITOS ELEITOS DESDE SUA FUNDAÇÃO
PREFEITOS DE DOM PEDRO-MA

Ananias de Morais Costa (1956 a 1959); Oton de Melo Lima (1960 a 1964); Padre Porcínio de Oliveira Costa (1965 a 1969); João Arruda Cordeiro
(1970 a 1972); Oton de Melo Lima (1973 a 1976); Pedro James de Oliveira Gomes (1977 a 1982); Alfredo Falcão Costa (1983 a 1988); Francisco José Ribeiro Bezerra (1989 a 1992); José de Ribamar Costa Filho (1993 a 1996); Francisco José Ribeiro Bezerra (1997 a 2000); José de Ribamar Costa Filho
(2001 a 2004); José de Ribamar Costa Filho (2005 a 2008); Maria Arlene Barros Costa (assumiu em 2009; mandato acaba em 2012).
http://www.jornalpequeno.com.br/2010/8/1/municipio-teve-nove-prefeitos-eleitos-desde-sua-fundaao-126540.htm
Vereadores de Dom Pedro estão há um ano e meio sem propor projetos
Um levantamento paralelo de movimentos da sociedade civil de Dom Pedro – pastorais sociais, sindicatos e igrejas – apurou o que provavelmente seja um recorde nacional de ociosidade: oito dos nove vereadores do município não apresentaram sequer um único projeto no ano e meio já passado da atual legislatura.
O único vereador a propor projetos na Câmara Municipal, nesse período, foi Walbert Batista de Carvalho Filho (PTB), o “Dr. Walbert”. Ele afirmou ao JP na Estrada ter apresentado 22 projetos de lei, sendo que o principal deles – a afixação em bares e casas noturnas de Dom Pedro do aviso “Pedofilia é crime” –, apesar de já ter sido votado e aprovado pela Câmara há mais de três meses, ainda não foi sancionado pela prefeita Arlene Costa.
“A produção dos vereadores de Dom Pedro tem de ser zero mesmo, já que eles nem aparecem na Câmara”, disse uma moradora.

A informação é confirmada até por um dos pares dos edis dom-pedrenses, o vereador Dr. Walbert: “Tem alguns que compareceram a duas ou três sessões desde que assumiram, em janeiro de 2009. Um dos vereadores, irmão do vice-prefeito, só foi à Câmara Municipal no dia da posse”.
Presidida pelo vereador João Batista da Silva Nascimento, o “Batista do Sindicato” (PMN), a Câmara de Vereadores de Dom Pedro, que deveria ser a “Casa do Povo”, também fechou as portas para os cidadãos dom-pedrenses: a população está proibida de entrar no recinto.
A ordem é cumprida com rigor pela secretária da Casa, Conceição Vieira, que teria chamado de “vagabundos” e “desocupados” os integrantes de pastorais sociais, sindicatos e igrejas evangélicas e católicas que se manifestaram diante da Câmara, no dia 15 de abril.
Eles protestavam pacificamente contra a inoperância dos vereadores e cobravam a entrega ao Legislativo Municipal de uma cópia da prestação de contas da Prefeitura, para consulta pública – exigência prevista em lei.
O caso foi parar na polícia. Os manifestantes fizeram boletins de ocorrência e o delegado da cidade, Otávio Cavalcante Chaves Filho, enviou uma carta ao promotor da Comarca, José Jaílton Andrade Cardoso, relatando os fatos e confirmando a ausência rotineira dos vereadores.
Relata o documento: “Integrantes da sociedade civil (...) resolveram acompanhar de perto os trabalhos realizados pela Câmara Municipal. Conforme estabelece a Lei Orgânica do Município de Dom Pedro, no artigo 53, inciso II, as reuniões ordinárias realizar-se-ão às terças e sextas-feiras. Entretanto, (...) as reuniões raramente têm acontecido. (...) Durante dois meses [os membros da sociedade civil] afirmaram ter havido apenas uma reunião. Os vereadores também não têm cumprido o horário estabelecido na Lei Orgânica, (...) 10h às 12h. Muitos chegam atrasados e passam pouco tempo no local. (...) O presidente da Câmara disse que o motivo [de não estar havendo sessões] seria a falta de quorum. A vereadora Raimundinha disse (...) que era comum os vereadores apenas assinarem a presença, nas terças-feiras. (..) Na ocasião [manifestação de 15 de abril], integrantes da sociedade civil foram tachados de vagabundos e desocupados. Em várias oportunidades, a entrada de populares foi vetada na Câmara, (...) um investigador desta delegacia foi designado (...) para constatar o fato e teve sua entrada vetada também”.
O documento conclui: “Enfim, o direito dos cidadãos de acompanharem os trabalhos do Legislativo está sendo dificultado, o que tem desagradado bastante integrantes da sociedade civil”.
fonte: Jornal Pequeno
link
GENTE DE DOM PEDRO
Em contraponto aos políticos descompromissados de Dom Pedro, novas e ativas lideranças trazem esperança de mudança para o município. É o caso de Márcia Palhano da Cruz, 28 anos, e Marcos Robério dos Santos, 26. Militante da Pastoral da Terra, que conquistou os corações da população da região com a ação desprendida de dom Marco Bassani (hoje em Grajaú), Márcia tem incomodado bastante os acomodados edis dom-pedrenses. Da mesma forma, Robério faz um trabalho comunitário intenso, principalmente nos povoados mais desassistidos.
MARIA HERMÍNIA PEREIRA DA SILVA, 81, natural de Colinas, Maria Hermínia Pereira da Silva, 81 anos, é uma das moradoras mais antigas de Dom Pedro. Chegou com familiares à então vila de Dom Pedro em maio de 1950, quando tinha 21 anos. Dedicou-se ao comércio de tecidos, assim como os pais - Joaquim Pereira da Silva e Alice Carneiro da Silva - e os irmãos Maria Alice, Maria Judite e Joacy Pereira da Silva (este chegou a ser vereador)."A vida social daqui era bem diferente da minha lá em Colinas. Pra pior. Dom Pedro ainda era um povoado de Codó. As ruas eram todas de terra, e escola não existia, tinha só a dona Virgínia Léda, que dava aulas em sua escola particular. Nunca casei nem namorei com rapaz daqui, só dois de fora. Por que não casei? Ora, eu não quis", contou Maria Hermínia.
Maria Hermínia se recorda de que, quando era jovem, quem mandava em Dom Pedro era o coronel Sebastião Archer da Silva, dono de uma fábrica de tecidos em Codó. "Se o coronel Archer apresentasse um sabugo de milho pro povo votar, o sabugo seria eleito."
Hoje, em matéria de política, Maria Hermínia não é das mais entusiasmadas. Mas afirmou ter pelo menos uma certeza: "Na Roseana eu não voto não!".
fonte: Jornal Pequeno - São Luis
http://www.jornalpequeno.com.br/2010/8/1/gente-de-dom-pedro-126544.htm
3.8.10
CIDADANIA ZERO - UMA VERGONHA!
Dom Pedro, está em condições sanitárias deploráveis. A imundície começa na parte interna, onde os animais são abatidos. Os dejetos malcheirosos provenientes do abate e as carcaças dos animais ficam a céu aberto no entorno do matadouro, onde os urubus se encarregam de espalhá-los.
O chamado Galpão da Ceasa deveria ser o centro de um complexo esportivo, para o qual foram liberados R$ 220 mil pelo Ministério do Esporte, mas o 'elefante branco' está abandonado desde 2008.
cado na praça, desativando uma das poucas áreas de lazer do Triângulo. As obras do posto de saúde do povoado - outros dois estão sendo levantados a toque de caixa na Vila Ribamar 1 e no povoado Centro do Primo - começaram a ser tocadas no começo de julho, mas o dinheiro (R$ 538,5 mil, recursos estaduais) já havia chegado cinco meses antes.http://www.jornalpequeno.com.br/2010/8/1/cidadania-zero-126546.htm
Em Dom Pedro: Miséria mostra a cara na Vila Ribamar e no Povoado Triângulo
A expressão ‘imagens falam mais do que palavras’ cabe bem no caso de Vila Ribamar 1 - localizada na sede de Dom Pedro - e do Povoado Triângulo, o mais populoso do município, onde vivem cerca de 2 mil pessoas.
MAIARA DA CRUZ, 23 anos, lavradora, dois filhos
Moradora da Vila Ribamar 1, Maiara é natural de Santo Antonio dos Lopes, município vizinho a Dom Pedro. Como ela, quase todos os moradores das vilas Ribamar 1 e 2 são de outros municípios.
Vieram atraídos pela doação de uma ampla área de terra pelo ex-prefeito Ribamar Filho. Só que o lugar não tem infraestrutura básica, como abastecimento de água, coleta de lixo regular, policiamento. A energia elétrica chega às casas por meio de "gambiarras" rudimentares. Os moradores também não tem os títulos das terras.
Antes, os moradores da Vila Ribamar chamavam o local de invasão do Iraque. Ribamar achou por bem trocar o nome e pôr o seu. Fez esse tipo de autopromoção também em várias placas de ruas de Dom Pedro. Igualmente, deu seu nome ao estádio de futebol da cidade, atualmente desativado.

Maiara da Cruz mora na Vila Ribamar 1 há sete anos. Seu marido é o lavrador Adaílton Souza da Silva, 24 anos. Ele trabalha na Patioba, povoado a mais de 30 km de Dom Pedro, em Gonçalves Dias.
O dinheiro ganho por Adaílton - cerca de R$ 200 mensais - é complementado pelo auxílio do Bolsa Família (R$ 112).
No casebre de taipa onde o casal mora com os dois filhos não tem fogão. Maiara cozinha com carvão. O saco custa R$ 12 e dura uma semana. Os "móveis" de Maiara são uma cama, uma TV usada e uma rede.
ROSILENE RODRIGUES DOS SANTOS, 40 anos, lavradora, cinco filhos
Moradora do Povoado Triângulo, Rosilene já engravidou 10 vezes. Nunca usou anticoncepcionais porque "não gosta", disse. Em junho passado, perdeu um filho pela quinta vez.
Segundo Rosilene, a criança estava mal posicionada, mas um médico do Hospital João Costa, de Dom Pedro, a examinou, fez um ultrassom e a mandou para casa.
Ela passou mal e foi para um hospital de Santo Antonio dos Lopes; depois foi encaminhada para outro em Caxias.
Tiraram a criança ainda viva de dentro dela, mas o bebê morreu minutos depois. Ela própria quase perdeu a vida. Ficou três dias internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
Rosilene acha que a criança seria salva se o hospital de Dom Pedro tivesse condições de fazer cirurgias em casos como o dela, de parto complicado.
Agosto de 2010
fonte: link
http://www.jornalpequeno.com.br/2010/8/1/miseria-mostra-a-cara-na-vila-ribamar-e-no-povoado-triangulo-126545.htm
24.6.10
Dom Pedro/História: Manoel Bernardino - um herói socialista, espírita e vegetariano.

Conhecido primitivamente como Mata do Nascimento, nome que fazia referência ao seu primeiro povoador, o lavrador Manoel Nascimento – que chegou ao lugar por volta de 1915–, o município de Dom Pedro detém o privilégio de ter sido a terra adotada por um dos homens mais peculiares que já viveram no território maranhense: Manoel Bernardino de Oliveira.
Avesso a injustiças, o lavrador cearense Manoel, por sua história – às vezes recheada de lendas, criadas pelo imaginário popular – de combate aos poderosos, tornou-se um dos homens mais respeitados da Mata, onde se estabeleceu em 1916.
Sua principal luta era contra os fazendeiros endinheirados de Codó, que na época mandavam e desmandavam na região em que hoje situam-se os municípios de Dom Pedro, Presidente Dutra (antigo Curador), Santo Antonio dos Lopes, Governador Archer, Governador Eugênio Barros e Gonçalves Dias, entre outros.
Para enfrentar a prepotência dos coronéis e defender pessoas humildes das injustiças perpetradas por eles, não foram raras as vezes que Manoel se armou e cercou-se de homens que o veneravam, atitudes que atraíam a ira dos fazendeiros.
Chamado de “Lênin do Maranhão”, por sua identificação com as ideias socialistas pregadas na época pelos revolucionários russos – principalmente Vladimir Ilich Lênin –, Manoel Bernardino também era leitor das obras de Allan Kardec (pseudônimo do professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, primeiro difusor da doutrina espírita).
Fuzilamentos na Mata – Os ideais revolucionários de Manoel Bernardino, sua liderança entre os lavradores humildes da Mata e sua oposição ostensiva ao governador maranhense de então, Urbano Santos, assustaram o poder dominante, que em 1921 enviou para a Mata do Nascimento um contingente de 600 homens, chefiados pelo tenente Antonio Henrique Dias.
O objetivo da ação era impor respeito pela força das armas. O tenente e seus homens chegaram à Mata em 5 de agosto de 1921. Não encontrando Manoel Bernardino – que havia se deslocado a Codó para buscar apoio político e militar –, fizeram dezenas de prisioneiros. Antes de deixar a Mata, “para dar o exemplo”, fuzilaram quatro lavradores: Adão, Francisco, Maurício e Avelino. O tenente e os militares que participaram da missão foram julgados e absolvidos.

Adesão à Coluna Prestes – Em 1925, Manoel Bernardino e os perto de duzentos homens que o seguiam se juntaram à Coluna Prestes. O movimento, liderado por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa, percorreu o interior do Brasil e além fronteira, de 1925 a 1927, pregando o fim da República Velha, exigindo o voto secreto e defendendo o ensino público e a obrigatoriedade do ensino primário para toda população. No Maranhão, a Coluna chegou a ocupar 26 dos municípios então existentes.
A Coluna se dispersou em 1927 – o grupo chefiado por Prestes em Gaíba, na Bolívia, e o liderado por Miguel Costa em Libres, na Argentina (ambas cidades próximas à fronteira com o Brasil). O movimento não conseguiu fazer a “revolução” que desejava, mas sua ação ajudou a abalar ainda mais o prestígio da República Velha e a preparar a Revolução de 1930.
Projetou também a figura de Luís Carlos Prestes, o “Cavaleiro da Esperança”, que posteriormente entrou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), tornando-se um mito.
Assim que abandonou a Coluna Prestes, em 1926, por achar que ela deveria permanecer no Maranhão, o que contrariava seu caráter itinerante, Manoel Bernardino se estabeleceu por algum tempo no Ceará, voltando ao Maranhão (Mata do Nascimento) em 1929. Então, além de socialista e espírita, também havia se tornado vegetariano – o que era considerado uma excentricidade pelos sertanejos que o conheciam, acostumados a se alimentar, no dia a dia, de carne de gado, caprinos, suínos, aves e caça. Nem leite ele bebia. Dizia que o leite era o “sangue da vaca”.
Um anjo na Mata – Contam alguns que quando voltou à Mata do Nascimento, Manoel Bernardino também deixou cabelos e barba crescerem. Também confeccionou um par de asas e uma cruz.
Carregando a cruz e com as asas presas às costas, Manoel saía perambulando pelos lugarejos próximos, penitenciando-se pelos males que acreditava haver feito a algumas pessoas.
Manoel Bernardino morreu em 17 de janeiro de 1942, aos 60 anos, numa casa como as que abrigam ainda hoje muitos maranhenses – de taipa, telhado de palha e chão batido. Foi enterrado como sempre pedira: sem caixão, apenas coberto por um lençol.
fonte: Jornal Pequeno/São Luis
link:
http://www.jornalpequeno.com.br/2010/8/1/manoel-bernardino-um-heroi-socialista-espirita-e-vegetariano-126539.html
fonte: http://www.jornalpequeno.com.br/
27.5.10
Prefeitura de Dom Pedro terá que tomar medidas de segurança no trânsito



Na ação inicial, o MPE alegou que o trânsito do município não estaria respeitando as normas especificadas na legislação nacional, pois não possui sinalização, o que gera a responsabilidade do ente público por eventuais danos e prejuízos causados aos cidadãos.
O recurso foi relatado pela desembargadora Nelma Sarney, que considerou o descumprimento das regras do Código de Trânsito Brasileiro pelo município passível de ataque judicial pelo Ministério Público, em razão da celebração do Termo de Ajustamento.
A magistrada votou determinando o cumprimento de todas as cláusulas ajustadas no acordo firmado, no que foi acompanhada pelos desembargadores Raimundo Cutrim e Marcelo Carvalho. O voto também seguiu opinião da Procuradoria Geral de Justiça. (Da Ascom / TJ-MA).
fonte: www.jornalpequeno.com.br
18.5.10
Helicóptero do GTA é usado pelo filho de prefeita de DOM PEDRO aliada de Roseana Sarney

O Helicóptero do Grupo Tático Aéreo, prefixo MZR, foi usado pelo empresário Eduardo DP, mais conhecido por Imperador, para localizar, sem sucesso, uma retroescavadeira de sua propriedade que foi roubada quando estava no canteiro de uma obra próximo da cidade de Dom Pedro.
A aeronave é de propriedade da PMR, empresa que aluga três helicópteros para o Governo do Estado do Maranhão. Uma hora de vôo custa R$ 3 mil, sem o combustível.
Usando da sua influência de empreiteiro que faz obras para o estado sendo filho da prefeita de Dom Pedro, Maria Helena Barros, Imperador sobrevoou alguns trechoa da região na aeronave.
A máquina não foi localizada. Eduardo DP diz que a retroescavadeira custa R$ 300 mil e que será capaz de gastar até R$ 150 mil para encontrá-la.
Na última semana ela teria sido vista em Orozimbo e no sábado passado numa cidade próximo do Piauí. O Imperador tentou um novo pedido de empréstimo do helicóptero do GTA, mas o secretário de Segurança Pública, o agente federal Aluízio Mendes, não cedeu.
Aliás, Mendes fora aconselhado e suspender as buscas para evitar complicações ao GTA. E foi exatamente o que fez.
A construtora de Imperador fatura os tubos desde o governo Jackson Lago. Teve a proteção de um assessor bem próximo do governador cassado, que esperava obter o apoio do empresário agora na eleição de deputado estadual em 2010. Só que Eduardo DP pulou para o barco roseanista
FONTE / LINKS:
http://www.luiscardoso.com.br/2010/04/19/helicoptero-do-gta-e-usado-pelo-filho-de-prefeita-aliada-de-roseana
www.jornalpequeno.com.br/2010/4/20/helicoptero-do-gta-e-usado-pelo-filho-de-prefeita-aliada-de-roseana-sarney-142190.htm
4.11.09
Estudante de Dom Pedro é um dos 20 melhores em geografia do país
Noronha, do município maranhense de Dom Pedro, é um dos cinco finalistas
do 2º Desafio National Geographic que consagra os 20 melhores alunos de
geografia do Brasil. Entre os dias 12 e 15 de novembro, os estudantes
participarão de uma série de atividades recreativas e culturais, que
inclui passeios por locais históricos e museus de São Paulo e, claro, a
realização das duas provas da Fase Nacional da competição estudantil.
Com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e apoio do Instituto Claro, o
Desafio National Geographic é idealizado pela Editora Abril e a revista
National Geographic Brasil, que buscam despertar nos jovens estudantes o
interesse pelo conhecimento geográfico e pela chamada “cultura de viagem”
em todas as suas fases. A agenda de atividades preparada pela organização
do desafio para os finalistas visa cumprir este objetivo.
Os 20 estudantes – são 2 da região Norte, 5 da Nordeste, 2 da Centro-
oeste, 8 da Sudeste e 3 da Sul – e mais um responsável e o professor de
cada um deles ficarão hospedados no Novotel Jaraguá, no centro histórico
de São Paulo, hotel oficial do projeto. As provas da Fase Final serão
realizadas entre os dias 12 e 14 de novembro, junto com o roteiro completo
de eventos. Após as provas finais, no dia 14 de novembro, haverá a
cerimônia de encerramento e entrega de medalhas a todos os 20 finalistas
participantes do 2º Desafio National Geographic. No dia 20 de novembro, as
provas e gabaritos da Fase Final serão divulgados no site oficial do
Concurso, www.viagemdoconhecimento.com.br.
Os 20 finalistas:
Região Norte:
Georgyson Dias Gondim Neo
Colégio Militar de Manaus – Manaus/AM
João Victor Xavier Coelho
Centro Educacional Objetivo Macunaíma – Boa Vista/RR
Região Nordeste:
Ana Luiza Andrade Rabelo
Colégio Cândido Portinari – Salvador/BA
Guilherme de Alencar Salazar Primo
Colégio Militar de Fortaleza – Fortaleza/CE
Marcos Santana de Oliveira
Associação Educacional Professora Noronha – Dom Pedro/MA
Mylena Carolina de Medeiros
Colégio Militar do Recife – Recife/PE
Pedro Henrique Camino Xavier
Colégio Marista Pio X – João Pessoa/PB
Região Centro-oeste:
Izaú Gomes Querino Rodrigues Neto
Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional – Gama/DF
Mariana Alves da Silva
Colégio Salesiano São Gonçalo – Cuiabá/MT
Região Sudeste:
Ana Rosa de Carvalho Alves
Cooperativa Educacional César Almeida – Angra dos Reis/RJ
Carolina Carinhato Sampaio
Escola Técnica Estadual da Zona Sul – São Paulo/SP
Emerson de Castro Carvalho
Centro Educacional Sesi 421 – Campinas/SP
Hugo Demattos Nogueira
Colégio Arquidiocesano de Ouro Preto – Ouro Preto/MG
Lucas Silva Souza
Colégio Termomecânica – São Bernardo do Campo/SP
Pedro Otávio Correia
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Igarapé/MG
Renato Cordeiro Ferreira
Colégio Pan Terra – São Paulo/SP
Victor Yukio Katsumoto Fumoto
Escola Estadual Dom José de Camargo Barros – Indaiatuba/SP
Região Sul:
Bárbara Letícia Chimentão
Colégio Madalena Sofia – Curitiba/PR
Fernando Miguel Hahne
Escola Básica Professora Judith Duarte de Oliveira – Itajaí/SC
Paula Sangoy Righi
Colégio Militar de Santa Maria – Santa Maria/RS
O Desafio National Geographic também é a etapa nacional que selecionará
estudantes brasileiros para representarem o Brasil no National Geographic
World Championship, em 2011. A competição internacional, que aconteceu
neste ano na cidade do México, teve pela primeira vez a participação do
time brasileiro, formado por jovens que participaram do 1º Desafio em 2008
fonte: Central de Notícias - São Luis/MA
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BLOG SOBRE A HISTORIA DE DOM PEDRO
14.5.07
ZE DE RIBA - Cantor e Compositor Maranhense de Dom Pedro

Descoberto por Simone, que em 2001 gravou duas músicas suas, Zé de Riba chega ao primeiro trabalho, Reprocesso. Cinco anos depois de seu nome aparecer nos créditos de Seda pura, Zé mostra a própria interpretação para sua obra.
A poesia urbana tem a visão do homem simples. Nada de rebuscado, a linguagem é da rua, do dia-a-dia. Treze crônicas com personagens e assuntos conhecidos em todo grande centro. Sua visão pode ser irônica e política ao mesmo tempo. "Esse mundo demente / Não foi feito pra gente", garante em Sabe Alencar. "Eu já nasci desempregado", defende-se em Desempregado, que tem participação especial de André Abujamra.
Outra adesão na estréia de Zé de Riba é o festejado trombinista Bocato, que ganhou uma música em sua homenagem, Samba para o Bocato. Integrantes da lendária Nação Zumbi também aparecem em Reprocesso, faixa que batizou o CD. "Na Europa mata-se foca / Com taco de baseball", atira o verso sem amenizar as imagens que chegam até uma blitz policial.
As duas músicas que apresentaram seu nome através de Simone também estão presentes no disco. A existencialista Fuga nº 1 diz: "A gente inventa qualquer coisa / Pra não sofrer / E rir à toa / Pra não chorar". Já o mundo dos excluídos nada virtuais está cheia de achados no repente www.sem.
Personagem conhecido das grandes cidades mas nunca retratado em música, o ambulante de ônibus aparece em Oito pilha hum real. Ou o amigo Juvenal, que pede "dez conto" para um cigarro e some sem pagar.
Nas mãos do produtor Mano Bap, seus sambas e cocos ganham contornos eletrônicos e viajam até pelo rap. Acostumado a trabalhar com grupos como Karnak, o multi-instrumentista Mano Bap lapida a música de Zé de Riba e dá a ela um ar contemporâneo. Roupa ideal para o artista apresentar seu novo show dentro do festival Humaitá pra peixe, ponta de lança carioca de novidades moderninhas. Zé de Riba foi uma das certeiras apostas de 2007.
Aos 45 anos, o filho exilado do Nordeste brasileiro(Dom Pedro MA) estréia em disco. Suas idéias e suas letras estão aí, no cotidiano, nas crônicas urbanas e nas conversas da grande cidade. O artista capta, processa, reprocessa e transforma os assuntos comuns em música.
29.4.07
26.4.07
ALTO DO PACOTE
"Meu amigo eu sou radialista em Brasília e sou de Dom Pedro, já estou em Brasília há 32 anos e gostaria dentro do possível vc colocar imagens do Alto do Pacote - eu sou filho do Luiz Acena(falecido) e da D. Marister, sou irmão do Adonias e Adailson Soares. No aguardo, à sua disposição. PAULO SOARES "



